29 de maio – despedidas

29 05 2011

Nossa, tenho até que fazer lista do que não postei. Como isso é chato, resolvi fazer a lista do que me aconteceu, contando o que aconteceu. E teve a festa de despedida do meu curso, isso é, a minha festa de despedida, num barzinho em Adelaide que foi super legal, foi um monte de gente. Alguns colegas do Fabri, alguns colegas do meu curso de ingles e até ganhei um presente dos Arabes. Tai, fiquei falando que bebia todo dia (embora eu pra falar a verdade dificilmente passo de uma taça de vinho) e ganhei uma garrafa destas de botar wiski e carregar no bolso! Foi muito louco, mas adorei o fato deles terem me dado um presente.

E no dia seguinte teve festa na minha classe, trouxeram bolo de chocolate, café árabe e doce árabe. Demais. Adorei. Fiquei muito feliz.

Ai depois fomos viajar. Bom, e as coisas não correram exatamente como eu esperava. E vou contando aos pouquinhos, enquanto voces tentam brincar de aonde esta o Luiz na foto ao lado (a legenda entrega o segredo que não é tão grande assim).

Mas a questão é que depois da festa eu e o Fabri fomos comer num restaurante indiano, que a comida era muito boa e tem um suco de manga com iogurte que é uma delicia, pelo menos em Adelaide, mas em Sydney eles botam muito açucar e estragam tudo. E do restaurante indiano fomos depois comprar roupas numa loja barateira e comprei umas cuecas e camisetas, mas não era tão barato assim não.

E ai voltamos. E a foto ta ai embaixo, mas pela primeira vez senti o que era o outono de verdade: as folhas das arvores tudo caindo, a rua coberta de folhas de arvores, o mundo muito legal. E andamos por esta rua coberta de folhas e voltamos ao carro. E ai fomos comprar vinho e voltar pra casa. Bom, para encurtar a historia, fomos todos dormir a noite, já cansados depois que o Fabri ficou ajudando o colega dele a fazer a mudança que ele vai morar com o Fabri.

O colega dele é Juma, muito legal, é um mexicano que acha que é Australiano. E o cara ta aprendendo portugues porque quer vir para o Brasil, super legal ele. Enfim, de manha o Fabri e Juma foram para a Universidade terminar umas coisas, eu fiquei fazendo as malas, eles voltaram, dai voltamos todos para a Universidade que o Fabri não tinha terminado tudo e eu tinha perdido meu fone de ouvido no carro do Fabri, ai fomos para o aeroporto e chegamos dois minutos atrasados e perdemos o voo. Isto é, o chec in fechou e não deixaram a gente ir porque tinha que despachar mala e o chec desta companhia de merda fecha 45 minutos antes do voo e não 30 minutos como toda companhia e aqui não tem regulamentação sobre isto não.

Resultado, tive que comprar outra passagem e gastei 240 dolares! E comprei noutra companhia, 30 dolares mais caro, mas não dei o gosto deles verem meu dinheiro! enfim, passamos raiva, os restaurantes tinham fechado e também passamos fome….e foi divertido depois de comer mas na hora foi uma raiva imensa….

Dai que o Fabri ficou pra baixo e não quiz sair a noite e o Juma me levou pra andar pelos bares de Adelaide, que o Juma gosta mesmo é de beber e foi divertido embora eu só tenha bebido uma cerveja mas a historia dos bares eu conto outro dia. E também o Outono e meu dia em Sydney antes de viajar pro Brasil que este post tá grande e eu to com preguiça num frio danado, chovendo e com cara de que a gente devia ficar dormindo a segunda feira inteira igualzinho o Garfield.

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09 de maio – Eu vi os cangurus! e tá muito frio!

9 05 2011

Gente, eu vi os cangurus! Fui num parque que tem canguru solto. O bicho parece cachorro (o maior deles). Grandão. E eles são vegetarianos. E comem na sua mão.

E

Eu e o canguru

E os cangurus são muito mansinhos. Deixam a gente pegar neles e ficam quieitinhos. Diz o Fabri que estes são mansinhos. Mas que na natureza, quando provocados, o bicho reage com coice, igual cavalo. Sei lá. Aqui é tudo manso e não tem provocação. As crianças brincam com eles.

Tem tres tipos de canguru. Um grande que é esse ai da foto com cara de cachorro, um médio e um pequeno. Eu não gravei os nomes, mas tem nome diferente pra cada tipo. E tava um frio desgraçado, apesar do sol. E os bichos só ficam desconfiados quando tem filhote. Ai a mãe foge com o nenenzinho na bolsa. Mas eu consegui uma fotografia do bicho com a cabecinha de fora da bolsa, tai embaixo que é pra ninguem dizer que minto.

E, cara, a história de lei que não pega é de verdade. Na volta do parque dos cangurus, tem um local pra gente ver a vista. E tem estacionamento pago. E um monte de gente não pagou o estacionamento e recebeu multa! Incrivel, num domingo a tarde um monte de gente multada. E o estacionamento é dois dólares (até barato, pros padrões daqui) e o cara recebe uma multa de 150 dólares. Mas não paga o estacionamento! Pra nós, é pura loucura, mas juro que vou investigar o assunto.

Mas isso é assunto pra depois, que o frio tá me congelando. Fui comer num restaurante indiano, a comida tem curry em tudo e aquele troço arde. Cara, como arde! mas a comida é gostosa. Custou 50 dolares o jantar, eu e o Fabricius, com duas garrafinhas de uma cerveja daqui. E ganhamos um voucher de 30 dolares para a proxima comida. Conclusão, se comermos novamente a mesma coisa, as duas refeições saem por 70 dólares, ou seja, 35 dólares cada uma.

E como tem promoção e venda barata, xepa de feira. E comer sushi na hora de fechar a lanchonete custa a metade do preço normal. Compramos um monte e vamos comer de almoço, levar comida como todo australiano, que não come em restaurante que é muito caro. E o Fabri vai fazer pizza a noite e vamos comer com vinho. Cara, to adorando isso aqui.

Cangurua com filhote





07 de maio – Menos senil e fazendo compras

7 05 2011

Por do sol perto de casa em Adelaide

Uau! não é  que as aulas de ingles tão adiantando mesmo? consegui perguntar aonde fica o banheiro e entender a resposta! fui ao banheiro sozinho sem ter que perguntar aonde era para o meu filho! cara, to me sentindo o maximo, to declarando a independencia, qualquer dia desses atravesso a rua sozinho sem ficar olhando pro lado errado.

E eu fui shoppar, ou seja, fazer compras. Mas antes tenho que contar que continuo sem ver canguru. E o pessoal daqui vive fazendo baianada, goianada ou como queiram chamar: todo mundo vira em lugar proibido, da meia volta com o carro no meio da rua, sai cantando pneu, cara a turma aqui é do barulho. E estaciona sem pagar. E agora eu entendi. Entramos num estacionamento na frente do museu e não é que a conta por tres horas deu 17 dolares? por isso a turma arrisca a ser multada! isto é espoliação e exploração de maior abandonado…

Eu e o dino

E o museu é o maior barato. Tem uma exposição imensa sobre os aborigenes, que são os indios daqui. E os cara viviam na idade da pedra mesmo. Não tinham nem ceramica e nenhum trabalho em metal. Bumerang era tudo de madeira! Mas cara, eles eram muito inventivos. Quem já ouviu falar de arma que atira e volta como bumerang? só aqui na Australia, nenhum outro lugar do mundo. E tinham um atirador de lança também, um negocio que apoiava a lança e funcionava como alavanca. Muito legal. Mas eram muito atrasados, de verdade.

Os povos que viviam aqui nas ilhas “do lado” (muito longe, na verdade) eram um pouco mais adiantados, mas não muito. Nada que se comparasse aos trabalhos de ceramica ou metal dos indigenas da américa do sul (tem coleções muito boas no Chile). Mas eles inventaram coisas novas. Tem uma de pescaria com pipa! pois é, o anzol era carregado pela pipa.

Ah, e tem fosseis antigos, os fosseis de animais mais antigos do mundo, segundo o Fabri. Adorei o museu.

E saimos do museu e fomos as compras. Quer dizer, fomos tomar um café e aproveitamos e compramos coisas. E comprei uma blusa de 10 dolares (20 reais) na hora da Xepa. As lojas fecham todas as 5 h e tem loja fazendo promoção na hora de fechar. Mas se não comprar rapido eles fecham o caixa e não adianta insistir. Então, dei sorte e comprei uma blusa de frio por 20 reais. Não usei, mas qualquer coisa é melhor que o frio daqui.

E passamos numa loja de venda de revista em quadrinho e tinha promoção de 2 revistas gratis. Tava na hora de fechar e pegamos um montão. E a coisa aqui é divertida, mas em geral muito cara para nós brasileiros.

Tenho que fazer o dever de casa e hoje, se tudo der certo, vou ver um canguru. Viva!

Fomos ao cassino. Não é lugar pra gente pobre. A menor aposta é de 5 dolares em uma mesa de jogo, 10 ou 20 dolares na roleta e por ai vai. Tem os caça niqueis, salas e salas cheias deles e de gente jogando neles. E dois shows de musica. Gratis. E o vinho é o mesmo preço de todo lugar, a cerveja também. E tem umas poltronas estofadas pra gente tomar vinho e ouvir musica. Então, se vc é pobre e quer ouvir uma musica razoavel, sentando num lugar muito confortável, vá ao cassino. E faça como os dois pobres de plantão, eu e o Frabri, que bebemos vinho, curtimos e som e não jogamos nada.

Fui que amanhã eu to voltando

a cidade vista da universidade





03 de maio – Adelaide é um barato e eu estou senil

4 05 2011

Adelaide vista da Universidade

E eu to na Australia já há mais de uma semana e ainda não vi um canguru! Esta semana faz um solzinho gostoso, que de rachar ele não tem nada. Ainda faz frio a noite. Mas, no final de semana, fez frio e choveu. E como se pode passear no parque com chuva? não dá. Dai que só ficamos indo a lugares fechados, nada de canguru. Mas eu desconto neste final de semana.

E cara tenho que reclamar do meu filho novamente. Afinal, depois que a gente fica velho tem que reclamar é dos filhos, que da namorada ela manda a gente embora e os amigos estão velhos como voce, dai que não dá pra ficar reclamando. Então, não é que o meu filho me enfia numa escola onde se estuda muito. Tai. Daqui a pouco eu até falo ingles. Do you have money? é bom ter que na Australia tudo é pago. Bom, o resultado é que não consigo atualizar o blog todo dia porque tenho que ficar estudando. Demais!!!!

E eu to gostando daqui, com frio, estudo e tudo mais. Afinal, vim parar do outro lado do mundo e é preciso ter sorte para fazer isso. A maior parte da humanidade nunca saiu da vila ou cidade onde nasceu. Meu pai sempre quis viajar para a Europa e ele morreu antes que eu pudesse ter dinheiro suficiente para viajar com ele. Então, ele ficaria muito satisfeito de ver o filho indo parar do outro lado do mundo (para nós, que somos brasileiros).

Passando frio do outro lado do mundo

Os dias estão lindos, um sol lindo de morrer e eu…estudando. Da uma puta vontade de matar aula, mas sabe como é, eu vim com uma licença capacitação do trabalho e agora eu estou estudando. Da proxima vez pego um curso mais fácil e visito a Australia. E o Fabricius vai ter que arranjar um.

Cara, to me sentindo no Jardim de Infancia. Meu ingles já é uma merda, passo muito pouco do the book on the table e agora tudo que faço é com o Fabricius me levando. Ir para a escola, ele leva. Almoçar, ele leva. Voltar pra casa, ele me traz. Carteirinha de estudante: ele é que explica pra moça o que preciso fazer. Descobri o que é velhice: é quando o nosso filho se torna nosso pai. Meio confuso, mas é assim. Daqui a pouco ele me pega pela mão para andar pela rua senão eu me perco.

E agora tenho até carteira de estudante. E posso pagar off no onibus, ou seja, pagar um pouco menos (não chega a 50% de desconto, mas tem desconto). E tem dia com meia entrada para estudante (não é todo dia não) no cinema. Mas eu não entendi direito o Ingles e não sei qual o dia, alias, como é que vou no cinema se não entendo patavinas? vou ter que assistir um desses filmes de luta que só tem imagem e nos quais o dialogo não vale nada. Alias, é o maior sucesso os filmes tailandeses por aqui.

A livraria e a boate "exotica"

E visitei uma rua do caralho aqui, literalmente. E tem uma livraria do lado de um puteiro chic, que aqui é proibido puteiro mas todo mundo sabe que é. Cara, isso parece o Brasil…tem lei que pega e lei que não pega. To começando a me acostumar. A lei que multa carro estacionado irregularmente (sem pagar estacionamento) parece que não pegou, e olha que eles multam mesmo. Por outro lado, a lei que manda não baixar música da internet pegou. Essa é boa! Parece estranho mas é assim. Se olharmos bem, igualzinho ao Brasil.

E o pessoal achou que eu critiquei muito a Australia, enquanto no Brasil é pior. A porra toda é que o mundo tá uma merda e é preciso modifica-lo inteiro, de cima até embaixo. Mataram o Bin Laden. Mataram o diabo em pessoa, o diabo vivo. E jogaram o corpo no mar para não ter peregrinação no seu túmulo. Legal demais?? Afinal, que julgamento teve o cara? agora é assim, o Presidente dos EUA determina quem é criminoso e quem não é vai matando? ou a “guerra santa do Bush” continua e esqueceram de nos contar?

Enfim, eu to gostando dessa terra, apesar do frio. O vinho é demais e é barato. E tem novela na TV, igualzinho as do Brasil, só que falam em inglês! Um barato pra quem ta estudando ingles que é facil entender o que eles falam: hello, godbye, go to shopping, I love you!!! demais. Era tudo o que eu precisava, novela em ingles facinho. A unica diferença é que mostram a bunda dos homens em vez da bunda das mulheres. Machismo puro, eles pensam que só mulher assiste novela. Cara, o pessoal do Globo podia aprender com a turma daqui e mostrar a bunda dos homens que a audiencia ia dobrar!!!

E assisti um filme australiano denunciando (de forma artistica) a situação dos aborigenes. Cara, foi demais. O filme é lindo e a gente que pensava que Australiano só fazia Xena e Mad Max. Por falar nisso eu assisti Mad Max 2 de novo, com legenda em ingles. Entendi tudinho. Também, tem menos palavras que no meu blog. Mas cara a cena do menininho matando o bandidão com um bumerangue é porreta. Tudo o que a gente quer nos tempos atuais: os meninos fodidos e perseguidos pelo capitalismo pegando seus bumerangues e mantando os burguesões. Vamos a luta que o mundo vai mudar.





28 de abril – voltando a estudar

28 04 2011

opera de Sydney

Bom, a verdade é que fiquei de jet leg e ainda não melhorei disso. Escrevo aqui no que são duas horas da manhã, sendo que dormi as 11 horas da noite, morrendo de sono. E acordei muito rápido. Em Sydney eu visitei o edifício da Ópera, mas não fiz a visita guiada que custava 35 dólares. Andamos de metro. E começou a chover, apesar de ter amanhecido com sol. Dai que a unica coisa que pudemos visitar foram as lojas, inclusive galerias de arte.

the bridge and me

Não me impressionaram muito (a arte exposta) de modo que pouco tenho a falar disso. Loja é loja em qualquer lugar e dai também não se tem muito o que falar delas.

E farmácia se chama quimist. Vende de tudo. Chinelo. Roupa. Artigos de limpeza. Toda a perfumaria que voce também encontra em farmácias no Brasil. Se bobear, pode ser que tenha remédio na farmácia, tudo é possível. A maioria dos vendedores é chinesa (ou seja, é oriental). Simpaticos e atenciosos. E, para quem lembra do post anterior sobre imigração infantil, alguns sites sobre o assunto (se não sabem ingles, ou seja, são estudantes como eu sou, podem colocar no Google tradutor que ele dá uma idéia geral dos textos):

http://en.wikipedia.org/wiki/Margaret_Humphreys

http://www.murdoch.edu.au/elaw/issues/v9n4/buti94.html

A noite viajamos para Adelaide, o voo demora duas horas, naquelas cia aereas de baixo custo. A bagagem demora um tempão pra sair e finalmente lá pelas 11 horas da noite estamos em casa (na casa do meu filho).

Acordo, naturalmente, as duas da manha sem ter dormido nada. Como hoje. Leio jornais e sites para me atualizar. E vou pra escola de ingles as 9h da manhã. E, cara, voltar pra escola é um barato. Teste pra saber meu nível e vou pra uma sala que só tem jovens e adolescentes. Essa não! Não é isso que dizia o folheto de propaganda da escola. To ferrado!

Bom, o jeito é estudar e é isto que estou fazendo. Passei a tarde lendo um livro adaptado para ignorantes do vocabulário ingles. E fiquei lendo sobre a imigração infantil. Depois, ir ao supermercado, fazer compras e jantar. E tentar dormir, que a gente não dorme nada, o resultado é esse: duas horas da manha escrevendo blog. Amanha escrevo sobre a universidade.

Fabri no mercado, ops, farmácia





26 de Abril – Australia, o enbranquecimento amarelou

27 04 2011

(continuação do post anterior, sem fotos que minha  nora sonegou)

Depois, desci, peguei a bagagem, sai do aeroporto e, é claro, o meu filho é meu filho e ele perdeu o trem e só chegou uma hora depois do que deveria ter chegado e eu já tinha tentado ligar pra ele mas como voces se lembram ele é meu filho e só mandou o telefone do trabalho e ele não estava no trabalho estava indo me buscar.

Enfim, nos encontramos todos e fomos pegar um tax. Legal, o taxi aqui dirige do lado errado, os carros são todos invertidos e chegamos no hotel. Boa surpresa, pude entrar de manha, tomei um banho demorado que não aguentava mais depois de 24 horas sem tomar banho, apertado num avião!

Ai descemos e fomos tomar um café, comi um enrolado de legumes que era uma delícia, a comida aqui é cara mas quem tava pagando para que eu pague ele depois era meu filho e então não fiquei sabendo muito os preços e o café até que não é tão ruim (melhor que no chile).
Ai pegamos um trenzinho que passa por cima da cidade para ver a cidade inteira, o que foi divertido, o pessoal daqui é muito amavel e paramos no museu naval. O museu naval é gratuito exceto se voce quiser passear nas replicas de navios antigos e no submarino (só entrar, eles não navegam).
Ai pegamos o passeio gratis e fomos ver a imigração infantil. Legal. A Inglaterra, até 1969, enviava crianças para Austrália, Canada e Rodésia para serem escravos. O que tem isso a ver com o museu naval? juro que não descobri e quando descobrir eu conto.
Mas o conto é um conto de horrores. As crianças que vinham eram orfãs. E o conceito de orfão eram de crianças abandonadas, crianças em asilos, crianças cujas famílias eram pobres. Ah, fiquei sabendo também que durante a guerra interromperam o tráfico e alistaram estas crianças no exercito da Inglaterra. Crianças Soldados. Francamente, não entendo como hoje conseguem se “indignar” com crianças soldados se era isso que faziam.
Enfim, o objetivo de toda a imigração era duplo: para a Inglaterra, que não pode aceitar a simples proposta de Jonathan Swift (ver http://www.arquivors.com/umaproposta.htm) a solução para a pobreza era simples: mandava as crianças pobres para fora. Eles prometiam escolas, poneis para montar e que depois seriam reunidos com suas famílias. Isso, é claro nunca aconteceu. A maioria ia para famílias como “agregados” comendo nos fundos, sem educação nenhuma e trabalhando de manhã a noite. O depoimento de um deles é simples: eu ganhei uma biblia, mas nunca tive tempo de ler uma palavra. Instituições religiosas promoviam a partida e várias delas mantinham fazendas ou fábricas onde as crianças trabalhavam.
Do lado do Canadá, da Austrália e da Rodésia fazia-se o embranquecimento da população. Quem estudou um pouco de história do Brasil vai lembrar disso. Apesar de publicarem algumas críticas e textos críticos de algumas crianças o tom geral parece de orgulho pelos que “ajudaram” a construir o Pais. Legal. Muito Legal. A Austrális me enojou assim que eu entrei.
Ah, é claro. Hoje tem mais chines (designação generica para todos que vem da China, Vietnam, Coréia e outros paises asiáticos) que “gente”. Em outras palavras, o embranquecimento fracassou redondamente e o pais …amarelou. Unica coisa divertida e, é claro, ainda não vi noticias sobre imigração de crianças amarelas, mas talvez a coisa hoje não seja tão explicita.  Ah, descobri também que eles não se incomodam muito com os amarelos e com os brasileiros, mas nunca, nunca, seja confundido com um indiano. Tem comandos de caça de indiano que saem nas ruas batendo em indianos. Muito legal para um pais civilizado.
As fotos das crianças, a tristeza em seus olhos, o desespero daqueles que chegam chocam qualquer um. Escrevendo as duas horas da manhã daqui, 12 horas depois que vi a exposição, ainda estou chocado demais para poder admirar o País. Sim, a cidade é linda e toda hora que a vejo tenho vontade de vomitar.
Vi um shou de circo, gratuito. Passei em algumas lojas e juro para voces que o vinho daqui é otimo. Dormi sentado enquanto tomava vinho, jantamos em um restaurante coreano, depois fui para o meu hotel e dormi as 5:30 da tarde aqui, manhã por ai. Resultado: acordei as 10:30h, tomei um banho e sai na rua a noite. Andei para cima e para baixo na rua do hotel para não me perder e voltei. Dormi mais duas horas e estou escrevendo este texto.
Boa noite, bom dia, sei lá, publico quando tiver acesso a internet.





25 de abril – Sobrevoando o Pacifico

27 04 2011

É meio dificil explicar a sensação que um Pais novo, totalmente diferente do que voce está acostumado, lhe causa.  E eu estava cansado e não tirei foto nenhuma.
Pra começar, a viagem de avião foi uma merda. O cara que me atendeu, apesar de meus pedidos, me colocou em uma poltrona na janela. Tinha um time de um esporte qualquer que ocupava metade dos assentos.
E quando eu tinha que ir ao banheiro no avião tinha que acordar o passageiro ao lado, além do incomodo de dormir num local apertado. Obviamente, não dormi quase nada e assisti uma monte de filme besta que já tinha assistido além do ultimo faroeste do irmãos Cohen, que é divertido.
Enfim, descemos na Nova Zelandia, deixei a mochila no avião, saimos todos, passamos pelo controle de raio X, passamos por um free shopping (30 minutos de espera), escovei os dentes em um banheiro decente, controle de passaporte e tiquet de viagem e voltamos ao mesmo avião. Ninguem mexeu em ossas mochilas e bagagens.
O avião ficou mais vazio e pude sentar em duas cadeiras separado. Mas foram só 3 horas de viagem e não tive muito tempo e cuidado para dormir. O avião serviu jantar (salmão) ao sairmos, café da manhã antes da Nova Zelandia, café da manha depois e cheguei na Australia as 6:30h da manha daqui, 6:30h da noite ai no Brasil. E como todo brasileiro bem previnido não trouxe meu certificado de vacinação de febre amarela e fiquei meia hora preenchendo uma declaração que estou oficialmente de quarentena até hoje mesmo.








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