Ministros caindo

17 08 2011

A imprensa tem saudado com foguetes, velas e parabens cada queda de Ministro do governo Dilma. Aproveitam para falar que a queda são dos ministros patrocinados por Lula. E, hoje ainda, começaram uma campanha para dizer que existe um movimento “volta Lula” por que os políticos e a CUT não aguentam a Presidente. Mais ainda, disseram que o PT não está sustentando a “faxina” feita por Dilma.

Neste momento da noite, ainda não sabemos qual será a reação do PMDB, o maior partido da “base aliada”, esta base que a todo momento precisa de “balinhas” e “emendas” liberadas, quer dizer, de dinheiro para aplicar nos municipios aonde tem votos para que se sintam satisfeitos. O que podemos saber é que Dilma está preocupada e que “lamenta profundamente” a saida do Ministro.

A imprensa, é claro, quer confundir tudo. A CUT e os sindicatos estão insatisfeitos, e com razão, porque Dilma não reajustou o salário minimo acima da inflação como Lula vinha fazendo e porque ela vetou o aumento real para aposentados do ano que vem. Os servidores ainda mais porque não há negociação séria de seus pleitos e os que estão em greve – como na universidade – são ameaçados como o eram nos tempos ruins de FHC.

Os “políticos”, esses, mais que solidariedade com os caídos, preocupam-se é que o seu quinhão não seja atingido. O PR saiu da base aliada, mas quer conservar seus cargos. Isso é que é independencia, o resto que se lixe.

Nesta situação, vamos ser claros: se Dilma quer fazer algo de util, tem que romper com a burguesia e sua política. Tem que negociar com os servidores, anular a desoneração da folha e atender a CUT. Continuar com a política atual só vai levar a ser mais e mais dependente da “base aliada” e de suas chantagens. E toda a faxina, no final, vai se mostrar um simples varrer de sujeira para baixo do tapete.

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As passagens dos deputados

25 04 2009

A esta altura do campeonato, talvez a maioria dos brasileiros, se perguntados sobre as passagens dos deputados deve estar desejando que eles passem rapidamente para outra vida melhor, se é que hoje podem entender esta metáfora.

Um verdadeiro escândalo – mais de 50% dos deputados usou sua cota de passagens para pagar passagens de familiares em viagens internacionais. Os principais destinos foram Nova York e Paris. E os argumentos sobre o uso destas passagens por familiares são singelos – como querem que eu trabalhe em Brasilia e não leve minha família? Preciso viajar e visitar meus eleitores e a família tem que ir junto. Interessante.

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