21 de abril – Banco do Brasil e museus

22 04 2011

21 de abril – banco do brasil e museus

Banco do Brasil - Santiago - Prédio grande em bairro chique

Ta, eu não contei antes. Meu cartão recusou-se a funcionar e a retirar dinheiro. E então fui parar no Banco do Brasil. Descobri duas coisas. O novo “papel” do Brasil leva a um banco “maior”. A agencia do Banco do Brasil é um predio imenso, no quarteirão rico de Santiago. E, claro, fui atendido por uma chilena que não sabe falar portugues mas entende o portugues. Que, gentilmente, me fez o obvio. Ligou para o Banco do Brasil no Brasil, setor de cartões e eles desbloquearam o cartão.
Ah, vão dizer voces: esqueceu, né? coisa nenhuma. Eu habilitei o cartão no Brasil para uso no exterior, mas, atenção, o Banco do Brasil acho que usar o cartão no Chile não fazia parte do meu “perfil”. E ai, automaticamente, o sistema entrou em ação e bloqueou meu cartão. E eu poderia ter resolvido tudo por telefone, sem ir ao Banco do Brasil, ignorancia minha. Mas o passeio de metro foi divertido, ver o bairro dos ricos (uma especie de avenida Paulista daqui) foi divertido. Recusei-me a ir ao circo dos horrores.
Explico. No bairro dos ricos fizeram uma praça com a reprodução de um povoado “antigo” do interior, com ruas de barro batido. Muitas lojas, segundo o guia. Minha impressão: parece favela pra turista ver. Tem mais coisas a fazer no Chile que ir num lugar desses.

Fui a casa de Neruda. Linda. E triste. É triste ouvir a história de que invadiram a casa de Neruda quando ele estava no Hospital (para procurar “armas vindas de Cuba”). Interrogado, ele estava em seus últimos dias (cancer e doença de coração) ele respondeu que as únicas armas que tinha estavam em sua biblioteca. Os militares invadiram a casa.

Todos os livros foram retirados e queimados em praça pública. Mas, não foi só isso. O que puderam levar, como ladrões comuns, levaram: mesas, cadeiras, geladeira. Isto é a moralidade da direita. Como disse Cazuza: a direita é a guerra! e, acrescento: roubam dos trabalhadores o trabalho não pago e também, quando podem, roubam diretamente um poeta em um leito de hospital que já não pode protestar.

Eu na casa de Pablo Neruda

Novos tempos, nova vida, “democracia”. Agora posso ouvir a história sem ser preso, posso percorrer a casa e posso depois ir no museu de Belas Artes do Chile. Muito lindo (passei num museu antes, mas foi uma merda, não vale a pena falar). Vi esculturas que nunca tinha visto semelhantes. Afinal, este é um pais católico. E, nada mais justo, que ver uma escultura de Jesus sendo retirado da cruz. Mas, embaixo, lavando os seus pes com os cabelos encontra-se Maria Madalena. Se lembramos da Biblia, este episodio é anterior. Mas o artista juntou as duas partes.

E o resultado foi genial: uma Maria Madalena, nua, linda (podem crer, ela é linda) lavando os pés de Jesus com seus cabelos. Sensual demais. Como é sensual outra escultura do mesmo artista de dois jovens se cortejando. Alias, sensualidade é o que não falta nas esculturas e pinturas religiosas deste museu. Muito legal.

apaixonei-me pela Maria Madalena

Cansei. Ir ao BB, depois a casa de Neruda, depois a pé até o museu, andar pela casa, dois museus, meus pés doiam quando terminei e peguei um taxi para o hotel. Comprei suco e agua. E vim dormir.

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20 de abril – Santiago Chile

21 04 2011

A viagem de avião foi mais incomoda que esperei. Poltrona de avião é algo que me chateia demais. Mas reconheço que a comida foi boa e o vinho melhor ainda. Ao lado dois brasileiros que conversam e bebem vinho também.

copo de vinho no avião

Cheguei e tive que declarar que carregava produtos vegetais. Como sempre, preenchi a declaração e perdi. Tive que fazer tudo de novo. Verificação de passaporte, um minuto. Raio X e pergunta “que trazes”? e respondo: “farinha e mate”. “ah, passa”. Cambio de euro por pesos chilenos. Taxi. Hotel.

Uma surpresa agradável: o hotel é gostoso, confortável. A vista a noite é linda, de dia nem tanto. O café da manhã é bom, mas não consegui identificar o suco…que vem com muito açucar.

vista da janela do hotel em santiago

Frio. O dia é frio. Ida até o Palacio La Moneda. Não podemos entrar, só no museu, mas acabo perdendo onde é a entrada do museu. Plaza de armas. Vejo a catedral. Bonita e triste. Pessoas rezando, caras tristes. Confissões, nem sabia que isso se fazia assim, a vista de todos. Pinturas bonitas.

Museu Historico – não se pode tirar fotografias. Uma criança pergunta se sei bailar capoeira. Não, não sei, responde entre risos de todos. Dezenas de crianças visitando o museu, deitadas, sentadas no chão, tocando. Isto é muito diferente de museus no Brasil e na Europa. Parece vivo. O museu vai até a derrubada de Allende.

Almoço – cara, que comida boa. Comi demais, uma taça enorme de vinho. Vou me viciar em vinho.

Museu Pre Colombiano – a sensação de civilizações antigas que desapareceram sem deixar vestigios (mais de 3.500 anos antes de cristo). Mumias. Homens altos de madeira. Tecidos. Pinturas. Esculturas. E como tem vasos, copos e assemelhados. Parece que o pessoal também gostava de beber.








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