Sinais do mercado

2 07 2010

Os capitalistas voltam a ficar apreensivos. O titulo de uma matéria do valor econômico é “Desaquecimento já atinge também países emergentes”. No Brasil, com todos os foguetes, a produção industrial ficou estável de maio para junho. O desemprego caiu no Brasil, mas não cede nos EUA. Mas, o que tira o sono de todos eles é que as medidas que estão tomando levam a uma resistência da classe trabalhadora.

As greves na China tornam-se comuns e carregam um nível maior de consciência. Sim, acabaram os linchamentos de gerentes e patrões. Mas agora os operários exigem e conseguem aumentos salariais, ao invés de quebrar maquinas e escritórios. Por mais que tenham domesticado todos os lideres sindicais, as greves estouram na França, Italia, Grecia, Espanha e Alemanha. Os sinais que tiram o sono dos capitalistas são estes, muito mais que os sinais tão fugazes das bolsas e dados econômicos, que mudam dia a dia, num desespero de fazer dó (ah, como estes operários não tem dó desses pobres capitalistas que ganham e perdem centenas de milhões de dólares num único dia. Como bate forte o coração de cada um deles pelos milhões perdidos, pelos milhões que deixaram de ganhar. Frente a isso, como comparar o sentimento e a dor dos que perdem parentes nas enchentes, do operário que não consegue um emprego?)

E isto reflete-se na política. Assumindo claramente o caráter de candidato da burguesia, do agro-negócio e dos setores mais “duros” do capital, Serra tende cada vez mais a direita. Criação do Ministério da Segurança, ataque aos Sem Terra por serem “socialistas”, reunião com os ruralistas do DEM, cessão do cargo de vice-presidente para o DEM depois de toda a pantomina com o senador do Paraná.

E, ao contrário do que prevêem os vãos adeptos da filosofia cartesiana, a política não é feita de bom senso. E Dilma, ao invés de ocupar o espaço a esquerda, aberto com a política de Serra, quer cada vez mais se confundir com ele e multiplica as declarações a favor da Lei e da Ordem. Marina, coitada, essa nem podemos contar. E os outros candidatos? Os da esquerda denunciam a direitização do PT (que sempre denunciaram) e nunca colocam aquilo que é central: para mudar o pais é necessário exigir que aqueles que dirigem a classe operária rompam com a burguesia e tracem o caminho em direção ao socialismo. Este é o combate da Esquerda Marxista e dos candidatos que ela apresenta nestas eleições.

Luiz Bicalho

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As eleições no PT

1 09 2009

Estou apoiando a Chapa Virar a Esquerda, Reatar com o socialismo (290) e o candidato a Presidencia Serge Goulart(190)

Abaixo – Entrevista com Serge Goulart explicando a política da Chapa e porque ele é candidato

O companheiro Serge Goulart é um dos 6 candidatos a presidente nacional do PT que concorrerá nas eleições internas (PED) de 22 de Novembro.

A Chapa Virar a Esquerda! Reatar com o Socialismo!, apresenta a candidatura do companheiro Serge Goulart, e pede seu apoio para levar estas idéias ao conjunto do partido.

Serge Goulart é fundador do PT, foi dirigente do partido em Santa Catarina e membro do Diretório Nacional. Desde 2003, foi eleito Coordenador do Conselho de Fábrica da CIPLA e Interfibra, fábricas ocupadas pelos trabalhadores, assim como do Movimento Nacional das Fábricas Ocupadas. É da direção Internacional da campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”.

Serge é dirigente da Esquerda Marxista do PT e autor dos livros “Devolvam a nossa Previdência”, “Racismo e luta de classes”, “ALCA, NAFTA, MERCOSUL e Tratados de Livre Comércio”, além de ser editor do “Jornal Luta de Classes” e da revista marxista América Socialista, entre outras publicações.

Apresentamos a candidatura de Serge Goulart para discutir com todo o partido a necessidade de romper com a direita e os partidos da burguesia, constituindo um governo dos trabalhadores do campo e da cidade, de luta pelo socialismo.

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Porque Obama cai nas pesquisas

23 08 2008

Os jornais das três ultimas semanas (desde o começo de agosto) relatam que Obama caiu nas pesquisas de intenção de voto. Os analistas burgueses, inclusive os ligados ao Partido Democrata, tem se questionado sobre o problema. A maioria deles, depois de voltas e mais voltas, conclui que Obama tem que ser mais incisivo nas questões de economia, que o povo americano está com problemas – desemprego, aumento de preços de alimentos e da gasolina, pagamento das casas, etc.

Em certos aspectos, sim, eles tem razão. A situação econômica dos EUA beira uma catástrofe e os economistas burgueses se desesperam. Sabem que os ventos da revolução que varrem a America Latina podem muito bem atingir os EUA com uma força muito maior que mil Katrinas. Mas, isto não responde a questão: porque Obama caiu?

A situação nos EUA esta marcada, politicamente, pelos resultados do movimento anti-guerra do Iraque, movimento que colocou milhões de jovens nas ruas, que deslocou profundamente o movimento operário, apesar de não ter conseguido seus objetivos: impedir a guerra do Iraque e, após o inicio desta, conseguir a retirada incondicional das tropas do país ocupado. Mas a guerra do Iraque e as outras guerras sustentadas pelo imperialismo norte-americano tiveram outras conseqüências: quem vai pagar a conta? A guerra do Iraque tem o seu inicio com a votação pelo congresso dos EUA do seqüestro de 100 bilhões de dólares da previdência social em favor dos créditos de guerra. Durante os anos de guerra aprofunda-se a política de retirar ou diminuir os créditos federais dirigidos ao serviço público – educação, licença maternidade, auxilio a maternidade, auxilio aos desempregados, saúde pública. Cada vez mais diminuem os casos cobertos por verbas federais pesando sobre os municípios e estados o peso destas tarefas.

O Jornal Folha de São Paulo destaca a situação da classe trabalhadora Norte-Americana (24-08-08):

O valor fixado pelo governo federal para a remuneração mínima por hora de trabalho ficou congelado entre 2000 e 2007, quando houve um pequeno reajuste. Em termos reais (descontada a inflação), a hora mínima paga caiu de US$ 4,70 em 2000 para menos de US$ 4,40 -uma queda de 6,5%.
Como resultado, em 2006 (último dado disponível), a renda média das famílias era 2% menor do que em 2000. Isso em um período em que o lucro corporativo subiu 11% além da inflação, e os ganhos do 1% de americanos mais ricos, 95%.

A direita trabalha o sentimento dos pobres para dividir os trabalhadores e acusar os imigrantes ilegais de “usufruírem” o bem estar americano, fazendo votar leis estaduais e municipais que retiram dos imigrantes o acesso a estes serviços e inclusive o direito de educar seus filhos em escolas publicas. Hospitais promovem “vôos de retorno” onde pacientes doentes, por não terem seus custos cobertos pela saúde publica são retirados dos hospitais, inclusive sem o conhecimento de suas famílias e deportados em casos de internação hospitalar! A direita arma-se e forma “patrulhas da fronteira”, “minute- man”, organizações para-militares com o objetivo de atacar os imigrantes. Mas, como já explicamos, os ventos da revolução que vem do Sul atingem fortemente o Norte e pela primeira vez na história americana o primeiro de maio começa a ser comemorado com manifestações massivas de imigrantes as quais aderem sindicatos organizados. A tradição do movimento operário chega aos EUA pelas mãos dos latinos. Tal qual anteriormente os europeus exportaram para os países latino-americanos e asiáticos o socialismo e o comunismo, agora o movimento operário americano sofre a influencia dos latinos. Ironia. A burguesia ianque durante anos considerou a America Latina o seu quintal. Agora, os latinos se vingam levando para o movimento operário americano as tradições do movimento operário mundial. A “globalização” atinge a burguesia em se fígado.

A guerra do Iraque fracassou. Hoje, Bush é forçado a negociar um acordo de saída dos pais árabe com o próprio governo fantoche que ele fabricou. O período de “guerra quente” que ele abriu, após a “guerra fria” ter acabado leva a invasão da Geórgia pela Rússia (não é o caso, aqui, de analisar esta guerra) e leva a retirada de mais de 2.000 soldados “aliados”. Isto depois do governo espanhol ter sido derrotado e as tropas espanholas terem sido retiradas. Pouco a pouco o fracasso da guerra espalha-se pelo mundo e junto com a guerra espalhou-se o terrorismo, aumentou a produção de jovens dispostos a se explodir em busca de um mundo melhor (tática que só aumenta e repressão e com a qual não podemos ter nenhum acordo). Mas a principal herança da guerra foi econômica.

Para se financiar a guerra e a ocupação (diversos estudos falam em valores que variam de três a quatro trilhões de dólares gastos a fundo perdido) o capitalismo americano jogou-se como nunca antes nas mãos da alavanca artificial do credito. O credito para a construção e compra de casas ampliou-se como nunca antes. E, um dia, a conta da guerra e das casas tem que ser paga. E quando o dia chegou, as contas não fechavam. Pobres capitalistas, que vem seus bancos perder valor e até quebrarem. As agências hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac tiveram queda no valor de suas ações de mais de 90%. Pobres capitalistas que são obrigados a pedir ajuda continuamente ao tesouro norte-americano. Enquanto falta dinheiro para auxiliar as mães que tem filhos, sobra para ajudar os bancos, para ajudar a Ford, a GM, etc. Fabricas, alias, que para sobreviverem, anunciam o fechamento de 10, 12 plantas industriais e a dispensa de centenas de milhares de empregados.

É neste clima sombrio, de desespero para a própria classe operária e para a juventude, é neste clima em que os dirigentes dos sindicatos tem como única política entregar os anéis e também os dedos, fechando acordo após acordo que permitem as fabricas de demitir e destruir diretos, é neste clima sombrio que surge o Senador Obama.

Sim, já analisamos em outro artigo o programa de Obama (https://luizbicalho.wordpress.com/2008/01/08/quem-e-barack-obama/). Mas, durante o embate duro pela indicação do Partido Democrata, Obama aparecia como o candidato que prometia a retirada das tropas dos EUA do Iraque, como uma novidade no ambiente político norte-americano. Mas, pecado dos pecados, Obama consegue a indicação do Partido Democrata e sofre uma transmutação: o candidato da esperança, da Obamania, mostra a público a sua verdadeira face (analisada no artigo citado).

Mas a burguesia americana quer mais. Assim como a burguesia exigiu de Lula a “carta aos brasileiros” onde ele prometeu mundos e fundos a burguesia, a burguesia americana quer que Obama mostre que pode lidar com os “problemas internacionais”. E Obama, assim como Lula, negou não três vezes como Pedro a Jesus Cristo, mas todas as vezes que a burguesia pediu ele negou a Obamania, negou os jovens e os operários que dele esperavam algo: Na sua viagem internacional, passando pelo Iraque, Israel e Europa, Obama deixou mais claro que nunca a sua disposição de atacar o povo palestino apoiando toda a política de brutal repressão do estado judeu sobre os palestinos, apoiou Jerusalém como capital de Israel (que tem muito mais que um significado simbólico, é a expressão que fincamos o nosso pé aqui e os outros é que se afastem), apoiou a invasão do Irã, apoiou toda a política de combate ao terrorismo, mais realista que o próprio rei ao falar do fantasma de Bin Laden. Bush, como muito gosta de Obama, completou a tarefa e decidiu fazer um plano de retirada das tropas do Iraque. E ai, afinal, onde se diferenciam os candidatos?

Ah, pobre burguesia. Ah, pobres democratas. Ah, chorem suas ilusões e seus sonhos perdidos. Sim, nada indica que a partida esta ganha pelos Republicanos, afinal Obama pode e deve completar sua transformação em Bush e escolhe como companheiro de chapa um “critico” da “condução” da guerra do Iraque, o Senador Democrata que é o Presidente da Comissão de Relações Exteriores.

Escolha feita a dedo, um conservador “liberal”, bem visto por todos. E o ciclo se fecha e temos um vice-presidente à imagem de Cheney… Com a diferença que não é um grande industrial, o que ajuda a torná-lo mais palatável. E o povo?

Os sindicatos a esta altura do campeonato despejam rios de dinheiro e todo o esforço de sua militância para eleger um Obama… que é cada vez mais a cara de Bush. O resultado das eleições será um tapa na cara dos operários, qualquer que seja o eleito. A esta altura a Obamania que impulsionava a campanha, se reeditada, vai ser em bases totalmente diferentes, perdido o charme e a inocência que a caracterizaram no primeiro e derradeiro estágio. Obama caiu nas pesquisas porque ficou igual a Bush. Ainda pode ser eleito, pela maquina do partido democrata, mas não mais como a esperança de mudança. Sim, alguns ainda continuam um movimento vazio, sem razão de ser. Mas isto rapidamente se esvaziará e voltará às razões duras das necessidades da burguesia americana. Aos operários, resta a luta para construir um partido, para mudar as direções sindicais que não conseguem desgrudar de sua burguesia.





“Os babacas” e a revolução

21 08 2008

O presidente Lula viajou ao Nordeste e animado pelos ares e pela pobreza da região, ou talvez incorporando Padre Cícero, Lampião ou o Antonio Conselheiro, resolveu agredir os que não concordam com seus programas. Lula declarou:

“Quando criamos o Prouni tinha um tipo de gente que fazia discurso assim contra o governo: “ah, estão privatizando a educação”, “ah, estão dando dinheiro para universidade particular”. Ou seja, os babacas não percebiam que estávamos fazendo uma revolução na educação brasileira”

“Aí tinha um tipo de estudante daqueles que vocês sabem, que vai para a reitoria querer bater no reitor. “Ah, 18 alunos é muita gente na sala de aula, 18 alunos vai atrapalhar a educação”. O babaca rico que já estudava não queria que o pobre tivesse a chance”

Os leitores hão de nos perdoar se, ao invés de nos enquadrarmos como “babacas” como falou o nosso Presidente, nós quisermos olhar a realidade educacional de nosso País e os programas que o governo faz, comparando-os com a realidade. Ao final o leitor poderá julgar se somos “babacas” ou revolucionários.

As estatísticas mostram que o numero de alunos em faculdades particulares cresceu espetacularmente nos últimos 20 anos, crescimento este que não resultou do Prouni, foi anterior a ele. Ressaltamos que os alunos destas faculdades pagam as faculdades por pelo menos 3 vezes – quando pagam a sua mensalidade, quando pagam os livros caríssimos dos cursos, quando pagam os impostos que garantem que estas faculdades funcionem com isenção de impostos e seus donos, perdão “manutenedores” continuem a auferir lucros, perdão “ajuda de custo”, milionários. Estas faculdades mantem na maioria das vezes cursos que funcionam na base do “cuspe e giz”, onde não existem laboratórios, as bibliotecas são comedias. O Maximo que conseguem é laboratórios de informática onde os computadores são disputados a tapa. Muitas delas funcionam em Shopping Center e agora a nova moda no Rio é de faculdades funcionando em estações de metrô, além de cursos a distância…

Sim, toda uma fábrica de diplomas funcionando a pleno vapor.

Enquanto isso, a realidade das universidades federais e estaduais é de um horrível abandono. Prédios com infiltração, faltam carteiras. Os laboratórios com dificuldades de funcionar com falta de peças de reposição. Em todas elas a implantação de “fundações apensas” de direito privado que ficaram tristemente famosas com o escândalo do apartamento do reitor da UnB, onde verbas para pesquisa são buscadas em convênios com empresas e são desviadas, muitas vezes, para fins nada dignos.

Entretanto, como qualquer empregador sabe, é muito mais confiável um engenheiro formado em uma universidade publica que em uma universidade particular. Eu, como um pobre que chegou a uma universidade publica por méritos próprios, que nunca tive carro para estudar lá, que trabalhei para pagar meus livros, minha comida e meu transporte enquanto estudava, como posso me sentir um babaca ao defender esta universidade?

Cada um é cada um. Lula se orgulha de não ter feito universidade. Eu, petista, sempre defendi que um presidente não precisa fazer universidade. Mas defendo muito mais que um presidente não precisa destruir as universidades. Lula critica os que acham que multiplicar por 9 o número de alunos, aumentando as verbas em 20% são “babacas”. Presidente, com muita sinceridade, babacas seriamos se acreditássemos no senhor que a qualidade do ensino não cai com a multiplicação do numero de alunos e um aumento ridículo de verbas.

Sr. Presidente: estão errados os que acham que o Senhor deveria aumentar as verbas das universidades publicas para aumentar os alunos? Estão errados os que acham que ao invés de dar mais dinheiro para os patrões, perdão novamente, “manutenedores” de universidades privadas o Senhor deveria estatiza-las, estatizar toda universidade que recebe verbas federais (neste país, incrivelmente, são todas! Nenhuma universidade sobrevive por suas próprias pernas)? É errado achar que nosso rico dinheiro não deveria engordar mais ainda estes tubarões do ensino? É errado achar que as “fundações apensas” deveriam ser proibidas?

Querido Presidente: o Senhor faz uma “revolução ao contrário” ao aumentar os lucros das universidades particulares e rebaixar a qualidade do ensino das universidades publicas. Nós, ao contrário, queremos uma revolução que estatize toda universidade que dependa de verbas publicas, que de ensino universal.

O Senhor, Presidente, tem consciência, junto com seu governo, de que seu plano não é de universalizar o ensino. Tanto é que o Senhor, ao lado destas propostas, mantem uma proposta de criar cotas para as universidades, como se colocar um negro na universidade fosse acabar com o racismo. O Movimento Negro Socialista há tempos vem criticando esta proposta e lutando por um ensino universal. O Senador Cristovam, de quem discordamos em muitos aspectos, propõe que todo o ensino básico e médio seja federalizado e assumido pela União. O Senhor reluta até em aplicar totalmente o piso nacional (já rebaixado) para professores de nível básico e médio. O Seu Ministro da Educação está estudando uma medida para que a parte que exige um maior tempo de preparação de aulas não seja exigido dos antigos professores, ou seja, que os Estados e Municípios não sejam obrigados a contratar mais professores. E isso quando as salas de aulas destes estados e municípios tem não é 18 alunos por sala de aula, mas 40, 50 ou 60.

Por falar nisso Sr Presidente. Eu cá tenho uma duvida: onde o Senhor achou uma sala de aula de universidade com 2 alunos? Aliás, onde o Senhor achou uma sala de aula de universidade com 18 alunos? A maioria que conheço tem de 40 a 60. Pois é. Ainda acredito que para ser Presidente não se precisa cursar uma universidade. Mas para fazer planos desses deveria pelo menos olhar uma universidade funcionando.

Nós seguimos pensando que a melhor solução para tudo isso é caminhar na direção do socialismo, olhando com atenção a realidade. O Sr. Que enxerga o mundo cor de rosa com universidades com salas de 2 alunos, segue feliz com o capitalismo. Aos trabalhadores caberá a ultima palavra.








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